
Reforma tributária: O que muda no Simples Nacional
Entenda como a Reforma Tributária impacta o Simples Nacional e quais são as novas opções de tributação para micro e pequenas empresas. Saiba quando vale a pena permanecer no regime ou migrar para aproveitar créditos de IBS e CBS. Tome decisões estratégicas e evite prejuízos no novo cenário fiscal.
REFORMA TRIBUTÁRIAGERAL
4/24/20261 min read
A Reforma Tributária está chegando para mexer em muita coisa — e, claro, as micro e pequenas empresas não ficaram de fora. A boa notícia é que o Simples Nacional continua existindo. Mas não se engane: mesmo mantendo o regime, as regras ao redor dele mudaram, e agora é preciso ficar de olho para não tomar decisões no automático.
A principal novidade é que, a partir da Reforma, você terá duas opções tributárias para escolher todos os anos. Pense nisso como duas portas diferentes, cada uma com suas vantagens e desafios:
Opção 1: Continuar no Simples Nacional do jeito atual.
Aqui tudo permanece como você já conhece: recolhimento unificado dos tributos em uma única guia e rotina simplificada. O porém? Nesse modelo você não poderá aproveitar créditos de IBS e CBS, aqueles impostos novos que vêm para substituir vários tributos atuais.
Opção 2: Migrar para o regime padrão.
Essa opção é para quem quer sair do Simples e entrar no modelo tradicional, aproveitando os créditos tributários de IBS e CBS em compras e vendas. Na prática, isso pode reduzir o custo das operações, especialmente para empresas com grande volume de entrada e saída de mercadorias ou serviços. Porém, o custo administrativo aumenta, já que o controle fiscal fora do Simples é mais detalhado.
E aqui vem a parte mais delicada: essa escolha é anual e irretratável. Isso significa que, uma vez decidido o caminho, você não pode mudar durante o ano. Por isso, nada de decidir no impulso, o ideal é fazer uma análise criteriosa do seu negócio e conversar com sua assessoria contábil antes de fazer sua escolha, pois a resposta depende muito do seu modelo de negócio.
Empresas que compram bastante e vendem para clientes que também estão no regime não cumulativo podem se beneficiar dos créditos de IBS/CBS. Já negócios com margens menores, processos simplificados e pouca necessidade de créditos talvez prefiram permanecer no Simples. O que você precisa é prestar atenção nos seguintes itens:
Perfil dos seus clientes e fornecedores
Volume de compras e vendas
Estrutura administrativa para lidar com obrigações acessórias
Possibilidade de ganho financeiro com o crédito de IBS/CBS
A Reforma está trazendo mudanças importantes e é preciso estar atento para transformar essas mudanças em vantagem competitiva e se destacar no mercado.
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